De um sonho distante a mais pura (e gelada) realidade.

Esta está sendo a minha relação com essa viagem. Lugares que eu pesquisei tanto, vi tantas fotos, planejei, estudei, perguntei, comprei revistas, livros, mapas. É interessante pois as cenas não são exatamente inéditas para mim, mas vê-las ao vivo é primeiramente um choque de realidade, e segundo, uma visão que nada tem a ver com as fotos que eu já vi.

Acho que nenhuma foto pode retratar o que é isso aqui. Tem que ver e sentir ao vivo.

Bom começando do começo; peguei um voo de madrugada do aerporto internacional  de Buebos Aires rumo à El Calafate, graças a Aerolineas que mudou do aeroporto doméstico (Aeroparque) para o longínquo Ezeiza em cima da hora. Se você quiser ir para a Patagonia, aceite: a Aerolineas faz o que quer com os voos e horários. Não descuide disso!

Pousei em El Calafate as 8 da manhã. Escuro, literalmente. Chovendo horrores. Frio demais. Uns 3 graus. Não era exatamente essa a recepção que eu estava  esperando. Peguei inclusive o assento na janela direita para poder ver o Fitz Roy do alto.. doce ilusão meu amigo. O clima na Patagônia é cruel. Mas ele muda com uma constâncias impressionante, portanto nada é que parece.

Peguei o carro no aeroporto (Onix 1.0, alugado na Hertz) e fui para o centro da cidade, dá uns 20/25 min. A estrada é vazia, poucos carros, um cenário meio insólito.

Fui direto à agencia Hielo & Aventura. Eles tem a exclusividade do trekking pelo gelo do Glaciar Perito Moreno. Fechei uma reserva no grupo para o dia 20 de maio, daqui a 7 dias. Deixei as malas no hostel (veja comentário sobre no final deste post) e parti pra estrada, por volta das 13h da tarde. Peguei um kit básico: Canon 5Ds,  lentes 100-400mm e 24-105mm; e fui fotografar no Glaciar Perito Moreno. O trekking me levará sobre gelo, daqui a uma semana, mas não dispõe de tanto tempo nas passarelas, que ficam localizadas à frente do Glaciar, e não em cima. Por isso fui lá gastar esse tempo livre. A estrada para o Parque Nacional Los Glaciares é um absurdo. Confesso que fiquei até meio perdido, meio bobo com tanta cena fotografável incrivelmente linda. Veja abaixo algumas fotos, apenas da estrada, antes de chegar no Glaciar!

O Glaciar

Sempre vi muitas fotos desse glaciar. E confesso que como fotografo sempre achei meio.. sei lá. Nunca tinha sido impactado mesmo.  Até vê-lo ao vivo. É um desbunde. É uma coisa monstruosa. Alta, pesada, barulhenta, estática mas ao mesmo tempo em constante movimento. IN CRÍ VEL. E pensar que eu quase deixei esse passeio de lado, pensava q era meio turístico. Por mim eu acampava em frente a ele só pra ver os pedaços de gelo se desprendendo. Mas, tive grande dificuldade em encontrar bons ângulos para bons cliques. Fiz alguns, como você pode ver abaixo, mas nada que me assombrasse, como a luz de fim de tarde que bateu logo depois nas montanhas adjacentes. Acho que o glaciar Perito Moreno é para ser contemplado, e não loucamente fotografado.

Teminei o dia na simpática pizzaria La Lechuza, (Av. del Libertador) e fui dormir para guardar energia, pois amanhã tem estrada de novo, rumo a El Chaltén!

 

Dicas, custos e etc

Aluguel do carro
Empresa: Hertz, no próprio aeroporto (recomendo reservar antes pelo site)
Carro: GM Onix 1.0, simples.
Valor: AR$ 7.800,00, com km livre, por 1 semana. Na cotação atual (maio-2018): R$ 1.200,00

Hostel
Nesta primeira noite fiquei no Hostel de Las Manos, mas não recomendo muito. No anuncio dizia que tinha internet, lavanderia etc. Mas quando você chega a um lugar desses fora da alta temporada, não tem nada.. a internet estava muito ruim, praticamente impossível de usar, e não havia serviço de lavanderia.
Valor: R$95,00 uma noite

Lavanderia
AR$ 150, por uma sacola grande de roupas (passei alguns dias antes em Buenos Aires, então já cheguei em El Calafate com roupa suja!)

Jantar
Pizza no La Lechuza, AR$ 340

Outros
Comprei um mapa na livraria : AR$ 160,00
Entrada do Parque Nacional los Glaciares (para ver o Perito Moreno): AR$ 600,00